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Entenda a relação Bisfenol-A X Odontologia:

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Diversos estudos mostram o potencial prejudicial do Bisfenol-A (BPA) à saúde, como distúrbios de comportamento, memória e também um maior risco de puberdade precoce, câncer, diabete e doenças cardiovasculares.

Quem já entrou no mundo da maternidade/paternidade talvez já esteja familiarizado com essa sigla. Para todos os outros, a presença do termo BPA free já causou alguma sensação de segurança na hora comprar embalagens plásticas. Essa substância costuma estar presente em produtos de plástico duro e transparente como encontrados em mamadeiras, potes, chupetas, pratos, talheres e na parte interna de enlatados.

Na Europa, no Canadá e em vários estados norte-americanos, o Bisfenol A já é amplamente coibido. Por lá, produtos livres de BPA são frequentemente encontrados. No Brasil, o Bisfenol A em garrafas plásticas, mamadeiras, copos para bebês e em plásticos variados está proibido desde o final de 2011.

Outra fonte de BPA seriam as resinas compostas, adesivos e selantes utilizadas no consultório odontológico. Nosso conhecido Bis-GMA nada mais é do que a sigla para Bisfenol A glicidil metacrilato.

Sua extinção em produtos odontológicos ainda é algo novo, porém deve ser realmente avaliado.

Seguindo o exemplo de outros países, algumas empresas já estão lançando também no Brasil produtos odontológicos com o apelo do “BPA free”.

Alguns estudos têm analisado a concentração de BPA na saliva e na urina de pacientes após restaurações compostas e encontraram sim um aumento significativo nos valores após a realização das restaurações. No entanto esse aumento não parece ser suficiente para ultrapassar o limite tolerável pelo corpo humano.

Embora a quantidade de BPA liberada na saliva por materiais resinosos seja milhares de vezes menor do que a dose limite de segurança, há uma tendência de remover o BPA dos produtos odontológicos restauradores.

Evidências científicas contra o uso do Bisfenol estão cada vez mais presentes, a substância ainda esta mais em materiais odontológicos, amplamente utilizados no dia a dia clínico, a ANVISA não fez novas proibições.

No entanto, estudos adicionais são necessários antes que se façam conclusões precipitadas, já que a contribuição das resinas compostas para a exposição total do organismo ao BPA parece ser baix a.


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